Paralização do comércio pode quebrar a economia.

A Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de Pernambuco (FCDL-PE) tem recebido vários apelos das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) do estado referentes à queda da economia em suas respectivas cidades. Vale lembrar que a paralisação do comércio foi decretada pelo Governador Paulo Câmara na última sexta-feira (20), como medida de combate à proliferação do COVID-19. 

Em decorrência do decreto, os Presidentes das CDLs dos municípios pernambucanos apontam uma queda preocupante, em muitos casos de declínio total, no comércio local e temem as consequências desse cenário. “Reconhecemos e prezamos por todos os cuidados que precisam ser tomados por toda a população para a inibição do contágio do Coronavírus, mas não podemos deixar de entender o estado de emergência econômica que está se estabelecendo no interior”, alerta o presidente da FCDL-PE Eduardo Catão.

Com dados atualizados dos associados da CDL Santa Cruz do Capibaribe, por exemplo, o Presidente Bruno Bezerra aponta uma queda de 100% das vendas de tecido e 60% nos estabelecimentos que ainda conseguem prestar serviços de entrega, como restaurantes e lanchonetes. “Compreendemos que o fechamento do Moda Center neste primeiro momento é necessário porque recebemos muita gente de outros municípios no polo. Mas o restante da cidade ainda pode diminuir os prejuízos significativos que estamos encarando por conta da pandemia”, analisa Bezerra. É importante frisar que a CDL SCC tem desenvolvido ações no combate ao contágio do Coronavírus, como doação de álcool gel para a Polícia Militar e máscaras de proteção aos profissionais de saúde.

Em Araripina os dados também são preocupantes. Segundo o Presidente da CDL local Leandro Batista, o rendimento dos associados no setor de academias caiu a zero e em muitos outros segmentos o faturamento não é tão diferente, tendo um percentual de 90% de queda de vendas. Ao longo da semana, ele se reuniu com representantes de outras entidades e o poder público para sugerir propostas de gerenciamento de crise e amenizar os danos causados pela paralisação do comércio.  “Estamos nos reinventando e buscando maneiras de nos sustentarmos em meio a tudo isso, mas as ideias e suas práticas não estão sendo suficientes para pagar nossas contas”, revela. Aliás, em conversa com seus associados, o presidente concluiu que os clientes das lojas parceiras estão evitando comprar por medo de gastar e ficarem sem reservas.

De acordo com o Presidente da CDL Lajedo, Ivo Júnior, o único segmento que mostrou um aumento de vendas foi o de supermercado, tendo em vista o fechamento de outras opções, e mesmo assim apenas em um primeiro momento. Agora, a queda no setor também é iminente. “Se passarmos mais tempo com o comércio fechado e os autônomos sem trabalhar, vai começar o desemprego e assim teremos uma onda de saque, com pessoas desesperadas invadindo os estabelecimentos em busca de suprimentos”, aponta. Depois decreto do governador, as vendas em geral passaram a apresentar uma queda de 95%. Apenas o serviço de entregas, que não mexe tanto com a economia do município, caiu em 85%.

Confira abaixo o percentual de quedas de vendas nas cidades do interior de PE:

CDL Araripina: 100% (geral) e 90% (entregas)

CDL Santa Cruz do Capibaribe: 100% (geral) e 60% (entregas)

CDL Lajedo: 95% (geral) e 85% (entregas)

CDL Gravatá: 100% (geral) e 95% (entregas)

CDL Petrolina: 100% (geral) e 90% (entregas)

CDL Ipojuca: 100% (geral) e 96% (entregas)

CDL Bezerros: 99% (geral)

CDL Goiana: 95% (geral)

CDL Limoeiro: 100% (geral) 

CDL São Bento do Una: 100% (geral) 

CDL Escada: 100% (geral)

CDL Timbaúba: 100% (geral) 

CDL Abreu e Lima: 100% (geral)

CDL Carpina: 100% (geral)

CDL Macaparana: 100% (geral)

CDL Olinda: 100% (geral)

CDL Vitória de Santo Antão: 100% (geral)

CDL São Lourenço: 100% (geral)

CDL Jaboatão: 100% (geral)

CDL Bodocó: 100% (geral)

CDL Ouricuri: 100% (geral)

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