O Índice de Confiança do Comércio, medido pela da Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 0,4 ponto de janeiro para fevereiro e atingiu 95,5 pontos, em uma escala que vai até 200. Esse é o maior nível desde abril de 2014 (97,8).

Segundo a FGV, a alta do indicador foi percebida em oito dos 13 segmentos comerciais pesquisados.

O avanço do indicador foi provocado por um aumento da confiança no momento presente, medida pelo Índice da Situação Atual, que cresceu 4,8 pontos e atingiu 92,8 pontos, o maior patamar desde agosto de 2014 (93,1 pontos).

Já a opinião do empresários do comércio em relação ao futuro pioraram. O Índice de Expectativas caiu 4,0 pontos no mês, para 98,4 pontos.

“Um aspecto positivo dos resultados do primeiro bimestre de 2018 é o expressivo avanço dos indicadores de satisfação com a situação atual, retratando um quadro de recuperação de vendas e margens. No extremo oposto, o retorno do indicador de expectativas a um patamar inferior aos 100 pontos sugere que a recuperação continuará ocorrendo de maneira gradual”, diz nota da FGV.

De acordo com a metodologia da fundação, o índice 100 indica neutralidade; de zero a 99 indica pessimismo e de 101 a 200 indica otimismo.

Confiança do empresário

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 3,3% de janeiro para fevereiro. Com o resultado, o indicador atingiu 113,2 pontos no mês de fevereiro. A alta em relação a fevereiro de 2017 chegou a 18,5%.

O índice tem uma escala de zero a 200 pontos, em que as avaliações abaixo de 100 pontos mostram pessimismo e acima de 100 otimismo, com o 100 sendo uma zona de indiferença.

De acordo com a CNC, a leve melhora do nível de consumo, devido à queda da inflação, ao início do processo de recuo no custo do crédito e à redução do desemprego, resultou no aumento do otimismo por parte do empresário quanto ao cenário atual.

O subíndice que mede a avaliação das condições correntes pelo comerciante apresentou aumento mensal de 6,1%, na série com ajuste sazonal, e 46,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio aumentou 1,5% em relação a janeiro e 8% na comparação anual. O subíndice que mede as intenções de investimento do comércio teve aumento de 2,4% na comparação com o mês anterior e de 15,7% na comparação com fevereiro de 2017.

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