Encabeçado pela Prefeitura de Caruaru, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Economia Criativa, e entidades de classe – CDL, Sindiloja e Acic – um projeto de requalificação está sendo pensado. Ele segue em convergência com o projeto de Requalificação do Centro da cidade que está sendo desenvolvido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Caruaru (CDL), em parceria com o Centro Universitário do Vale do Ipojuca, o Devry/Unifavip.

Apesar de já ter sido criado, o grupo ainda está na fase de planejamento, para qualquer ação que venha a ser pensada e desenvolvida seja aprovada pela Prefeitura. Em governos passados, o problema também já foi mote de possíveis soluções, como a construção de área exclusiva para que houvesse a livre comercialização de mercadorias, o conhecido Camelódromo. Porém, com o passar dos anos, os vendedores ambulantes voltaram a ocupar a área central.

Em alguns pontos, fica até difícil de transitar na calçada ou atravessar a rua. Quando vai chegando ao fim da tarde, ainda mais ambulantes invadem os pontos, fazendo do centro da cidade um verdadeiro espaço de livre comercialização. Por lá, são comercializados CDs e DVDs piratas, lanches, frutas, churrasquinho e outros artigos. Porém, existe uma lei municipal – de número 4.077, datada de 2 de julho de 2001 – que proíbe o comércio nas praças, pátios e passeios destinados ao fluxo de pedestres.

De acordo com o artigo 1º da lei, “fica terminadamente proibido todo e qualquer tipo de comércio varejista ou atacado, instalado sob toldos ou tendas montáveis, que possa causar transtorno ao ir e vir da população, assim como agredir o panorama visual.” Mesmo com a lei, o Ministério Público interviu no caso, librando a comercialização por parte dos ambulantes a partir de um horário previamente delimitado. Mas, pelo que pode ser visto, isso não funcionou.

A ocupação dos ambulantes não é uma exclusividade apenas da Rua 15 de novembro. No Beco da Pequena de Ouro/Estudantil, por exemplo, uma série de ambulantes aparecem oferecendo capa para celular, películas para telefones, produtos importados, roupas, óculos e também artigos de alimentação. A Avenida Rio Branco também já está sendo bastante ocupado por esses comerciantes ilegais, além da Avenida Manoel de Freitas e Agamenon Magalhães, só para citar algumas.

Para que houvesse uma organização mínima, a gestão municipal realizou um cadastramento dos vendedores ambulantes. A partir da crise econômica que vem atingindo a economia brasileira nos últimos anos, o número de vendedores ambulantes vem crescendo a passos largos. Também é importante que fique claro que parte da desorganização na área central não se deve apenas pela ação dos vendedores ambulantes. Alguns lojistas invadem as calçadas na intenção de oferecer mais visibilidade às mercadorias, o que consiste em uma prática também ilegal.

 

Fonte: Revista O Lojista –  Caruaru

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